segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Uma foto por dia (Photo a day) - Novembro #3


Dia 21 - Eu gostaria de ter isto (I wish I had this)
Adoro casas antigas (com brasão, ainda mais!). Esta bela casa de pedra fica na freguesia de onde o meu Pai é natural e encanta-me... É enorme, cheia de recantos, com muito espaço e de traços simpes, mas harmoniosos. Tivesse eu dinheiro e fazia-a minha.


Dia 22 - Atrás (Behind)
Por detrás de cada porta do centro histórico de Guimarães, escondem-se autênticas preciosidades... Sempre que apanho uma porta aberta, não resisto a fotografar!


Dia 23 - Simplicidade (Simplicity)
As folhas caídas fascinam-me, pelas suas cores, mesclados e formas. Decoração simples e a custo zero, mas nem por isso menos bela.


Dia 24 - Uma palavra (A word)
Chocolate (ou gula. Deixo ao vosso critério). Aqui, os melhores bombons do mundo. Artesanais e portugueses, feitos com alma e dedicação. Da Bonitos, com certeza.


Dia 25 - Peculiar (Quirky)
Não sei a origem destas cruzes, espalhadas pelas lages das ruas e edifícios do casco histórico vimaranense. Mas gostava muito de saber...


Dia 26 - Mensagem (Message)
"Aqui nasceu Portugal". E eu só podia nascer aqui! ♥


Dia 27 - Não! (No!)
Um redondo não aos embrulhos desenxabidos das grandes superfícies! Excepção feita ao comércio tradicional, onde os embrulhos costumam ser de bom gosto e mais cuidados, nunca peço que me embrulhem um presente comprado numa grande cadeia de distribuição alimentar ou numa loja de grande consumo. Gosto de os embrulhar em casa, com papel de fantasia bonito ou papel pardo, que decoro com fitas, pérolas e o que mais a imaginação ditar.


Dia 28 - Eu sou grata por (I'm grateful for)
Por ter um tecto, por ter conforto e nada me faltar. Nestes dias de muito frio, lembro-me ainda mais dos que nada têm e andam nas ruas abandonados à sua sorte...


Dia 29 - Negro (Black)
A fria e negra noite do Pinheiro, o primeiro número das Festas Nicolinas, que traz às ruas milhares de pessoas.


Dia 30 - Tudo feito (All done)
Ao sábado, depois de tudo limpo e arrumado, o lanche é doce e preguiçoso, acompanhado da leitura do jornal do dia.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Poemas e pensamentos #16


Não deves recusar o esforço, porque ele é um caminho.
Num lugar que terás de descobrir – que fica sempre alto e longe – existe para ti uma lagoa meio escavada na rocha, com relva muito verde em parte das margens e cantos alegres de pássaros calmos.
Encontram-se lá os que amas, fortes e generosos. Sorridentes.
Há sol e também a sombra de altas árvores. Por cima, apenas o céu, à distância de um último salto.
Não é um destino inevitável, mas um lugar onde és esperado e que podes, ou não, alcançar, conforme a medida do teu desejo. Só quando lá chegares terás alcançado toda a tua envergadura. Só lá te encontrarás contigo mesmo.
Existes para chegar a esse lago. Os teus olhos são capazes de pousar nas suas águas limpas, que reflectem já o céu que lhes há por cima.
Não se pode querer mal aos caminhos que conduzem a lugares assim, embora sejam escarpados e se torne impossível evitar ferimentos e cansaços quando se segue por eles.
Se o teu desejo de chegar for grande, nenhum esforço te parecerá demasiado penoso. E, embora vás a caminho, terás sempre contigo qualquer coisa que é já de ter chegado. Talvez uma certa forma de olhar, resultante daquela luz que se acende por dentro quando nos pomos a caminho dispostos a tudo o que aparecer.
E nem haverá problema se a morte te encontrar assim, ainda no gesto de subir: já tens em ti o teu lago, na imagem dele que te fez partir.
Não deves recusar a dor, porque ela te constrói, te marca os limites e te faz crescer por dentro dos teus muros.
Sem ela, não passarias de um projecto do homem que hás-de ser. Ela edifica-te os músculos, a cabeça e o coração, e não existe outra maneira de chegares a ser aquilo que deves vir a ser.
Se não sofresses não haveria ninguém dentro de ti.
No cumprimento sério dos teus deveres, encontrarás a dor na forma de esforço e de cansaço.
Mas pode muito bem ser que, tarde ou cedo, ela te procure sem disfarces e te faça chorar ou gemer. É frequente que ela se apresente assim, numa nudez que parece cruel e faz lembrar facas ou agulhas.
Nem por isso te deves assustar ou desistir.
Quando te parecer que tudo está perdido, ri-te, se puderes. É que te estão a oferecer um degrau que te deixará incomparavelmente mais acima no caminho. Deves ver nisso o sinal de que – por qualquer razão – é tempo de andares depressa.
Sobretudo, não te queixes. Há assim metamorfoses que parecem aniquilar, mas não passam de formas de fazer surgir a borboleta.
Não te queixes, porque receberás umas asas e cores novas.
O teu lago – de onde de tão perto se pode olhar o céu – tem um preço que tu saberás dar e não é tão grande assim.


[Paulo Geraldo, "O lago".]

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Uma foto por dia (Photo a day) - Novembro #2


11 - Uma memória (A memory)
Nasci aqui, com vista directa e privilegiada para o Castelo. Não havia vez que aqui passássemos (e eram inúmeras), em que minha Mãe não me dissesse: "Vês aquela janela? Foi ali que tu nasceste!". Como a passagem era fugaz, por quase sempre passarmos de carro, nunca cheguei a ter a certeza de qual era a dita janela e agora também já cá não a tenho para me desfazer a dúvida.


12 - Nuvens (Clouds)
Neste dia, o céu apresentou-se limpo de nuvens. Fica uma das minhas muitas fotos de arquivo (sim, eu tenho uma pasta só com fotos de nuvens), tirada no final do Verão .


13 - Parte de mim (Part of me)
As ruas desta cidade que amo.


14 - Comida (Eating)
Leite com café e pão de mistura com uma talhada de queijo flamengo para o lanche.


15 - No meu bolso/Na minha bolsa (In my pocket/purse)
Quando estou por casa, trago sempre no bolso do casaco o telemóvel, um batom hidratante e um lenço (sim, eu uso lenços de pano. Adoro o padrão deste, que é verdadeiramente vintage!).


16 - Brincar (Play)
O meu gato descobriu uma nova utilização para este rolo "trava portas"... Tornou-se num objecto de brincadeira! Diverte-se e diverte-nos! ☺


17 - 5 horas (5 o'clock)
Hora do lanche! Meia-de-leite descafeinada e a melhor nata do Minho!


18 - Espelho (Mirror)
Nunca tive uma boa relação com os espelhos e dificilmente essa relação irá melhorar. É com a ajuda deste espelho [um bocadinho marcado, desculpem!] que me penteio e arranjo todas as manhãs e, através dele, mostro-vos um bocadinho do meu quarto.


19 - Onde comeste o pequeno-almoço (Where you ate breakfast)
Normalmente, tomo o pequeno-almoço em casa. Mas, pelo menos uma vez por semana, permito-me tomá-lo fora. É o meu pequeno luxo, admito. Aqui, no sítio de sempre, basta-me pedir "o costume" para me servirem o pão saloio torrado com manteiga e o galão morno e sem açúcar, como gosto. É um pequeno café, familiar e acolhedor, importante na vida do burgo e onde me sinto em casa.


20 - Comunicação (Communication)
O primeiro postal de boas festas, escrito e enviado ainda muito cedo, a ver se chega lá longe, às mãos de uma menina muito especial!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Poemas e pensamentos #15


Se não puderes ser um pinheiro no topo da colina
Sê um arbusto no vale – mas o melhor arbusto na encosta do monte.
Sê um ramo, se não puderes ser uma árvore.
Se não puderes ser um ramo, sê um pouco de relva
e dá alegria a um caminho.
Se não puderes ser almíscar, sê então apenas uma tília,
Mas a tília mais viva do lago.
Não podemos ser todos capitães, temos de ser tripulação.
Há alguma coisa para todos nós aqui.
Há grandes obras e outras menores a realizar,
E é a próxima tarefa que devemos empreender.
Se não puderes ser uma estrada, sê apenas uma senda.
Se não puderes ser o sol, sê uma estrela.
Não é pelo tamanho que terás êxito ou fracasso.
Sê o melhor de o que quer que sejas!

(Douglas Maloch)

domingo, 10 de novembro de 2013

Uma foto por dia (Photo a day) - Novembro #1


1 - Fruta (Fruit)
Puré de marmelo com açúcar mascavado. Uma delícia!



2 - Eu fiz isto hoje (I did this today)
Bolo de chocolate After-Eight (cuja receita está disponível no meu blog de culinária).


3 - P é para... (P is for...)
Pataniscas! O almoço deste dia.


4 - Mesa (Table)
A mesa de todos os dias, onde escrevo a minha dissertação de mestrado.


5 - Eu colecciono (I collect)
Postais, entre outras coisas. Guardo-as em micas próprias, dentro de capas, mas os maiores (ou de dimensões menos convencionais), são colocados nesta caixa.


6 - Música (Music)
O protagonista do Festival Internacional de Orgão Ibérico, na Igreja de Santo António dos Capuchos (Guimarães). Bons momentos musicais já vivi aqui.


7 - Sim! (Yes!)
Sim, eu não vivo sem chocolate!


8 - Alguém de quem sinto falta (Someone I miss)
Sinto falta de tantas pessoas queridas que agora apenas consigo revisitar nos albúns de fotos e nas minhas memórias...


9 - Meu (Mine)
 O meu pequeno príncipe, Dom Gil! ♥


10 - Livro (Book)
O livro do momento (e a companhia de todas as horas).

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Recortes de Outubro'13


De mapa na mão para mais uma edição do Guimarães Noc Noc.
Pizas caseiras com a maravilhosa massa do Lidl.
Um regresso à Capela da Fonte do Santo.


Paisagens de cortar a respiração...
Lanche de sábado, com bolo acabado de fazer.
À noite, pela Citânia de Briteiros. Memorável!

segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Chão que já pisei, lugares que já vivi #10

Abreiro, Mirandela - 2009

Estou há largos minutos a tentar escrever um texto que vos elucide do quanto, daqui, a paisagem é deslumbrante, com um rio verde tropa a serpentear por entre as fragas. Que vos descreva a linha que lhe segue o rumo, lado a lado, como namorados que passeiam de mãos dadas. Gostava de vos transmitir a beleza da paisagem natural, agreste e formosa, a misturar-se com a paisagem rural, de socalcos perfeitamente esculpidos. Mas eu olho esta foto e só me recordo da mágoa que senti quando contemplei este vale, do cimo da ponte sobre o Tua. Em breve, graças à ganância humana, a linha centenária (e considerada como uma notável obra de engenharia), será submersa pelo rio que durante anos a namorou e todo este património será apenas uma memória.